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Cejusc- JT realiza palestras para jovens universitários

O Cejusc - JT(Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas / CEJUSC-JT) recebeu, no último dia 12, 50 jovens universitários para conhecerem a estrutura da unidade e assistirem a duas palestras sobre mediação. A iniciativa é uma ação sócio educacional do Centro.

A primeira palestra, ministrada pelo Juiz do Trabalho Bóris Luiz Cardoso de Souza, apresentou as Políticas Judiciárias nacionais de tratamento adequado de disputas de interesses e o funcionamento das estruturas dos Cejuscs, assim como a dinâmica de trabalho com a utilização das técnicas da mediação.

A segunda, ministrada pela Juíza do Trabalho Déa Marisa B. Cubel Yule, tratou do tema "Jovem Mediador", que trouxe uma abordagem sobre a gestão positiva dos conflitos, por meio das ferramentas da mediação, da utilização do modelo colaborativo na resolução dos conflitos e do processo CNV (Comunicação Não Violenta).

Segundo a Juíza Déa, as dinâmicas do encontro superaram as expectativas e despertou esses jovens para a reflexão e entendimento de que o conflito é simplesmente um fenômeno social, não é bom, nem ruim. "O que pode ser bom ou ruim é a forma como fazemos a gestão desses conflitos. E a comunicação compassiva, pelo processo CNV, tem um papel fundamental na gestão positiva dos conflitos que enfrentam ou enfrentarão esses jovens ou mesmo na forma como poderão colaborar para que os demais possam também vivenciar a mesma experiência de convivência harmônica e pacífica na sociedade", explicou.

A professora de multiportas, Dra. Jane Mari Paim, que acompanhou os jovens universitários, agradeceu a oportunidade concedida pelo TRT da 24ª Região aos estudantes e relatou que o evento propiciou aos jovens a compreensão de que problemas são, na verdade, oportunidades de crescimento, de se rever posições. "Participar da mediação ou conciliação é empoderar as partes envolvidas de condições para tocar a vida com autonomia, cientes de que podem decidir com discernimento e propriedade sobre o que os cerca, na maioria dos casos", comentou .

Ainda segundo a professora, o CEJUSC da Justiça do Trabalho foi construído para desenvolver as mediações/conciliações, oportunizando as condições necessárias para segurança e tranqüilidade às partes. "O resultado é notório no volume de acordos feitos, cumprimento e celeridade na solução das demandas", pontuou.

Após a palestra, os participantes responderam a uma pesquisa simples, que indagava se tinham interesse na mediação e se seriam capazes de realizar tal atividade.

- 100% dos jovens declararam se sentir capaz de desenvolver seu potencial e se tornar um jovem mediador; 

- 97,77% declararam que gostariam de atuar de forma colaborativa na busca de solução dos conflitos próprios e de terceiros que buscarem seu auxílio;

- 100% declararam que querem utilizar o processo de Comunicação Não Violenta em seu dia-a-dia, sendo que a maioria, inclusive, declarou que já o utiliza.