Diretoras e diretores de Secretaria de Vara e ocupantes de cargos e funções gerenciais do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região participaram, nessa terça-feira (18), de um encontro para discutir o planejamento da Justiça do Trabalho de Mato Grosso do Sul para os próximos seis anos.
Na abertura do evento, o desembargador presidente Tomás Bawden destacou a importância das discussões para o futuro da Justiça do Trabalho e a complexidade do planejamento diante de um cenário com profundas transformações digitais, sociais e econômicas. O secretário de Governança e Gestão Estratégica, José Barbosa, apresentou os objetivos do encontro e a metodologia de construção da estratégia do Regional, que deve estar alinhada às políticas do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho. Ele destacou, ainda, que é preciso buscar um equilíbrio entre eficiência, resultados e qualidade de vida.
O vice-presidente do TRT/MS, desembargador César Palumbo, enalteceu a qualidade do trabalho prestado pelos servidores. “Esse é um tribunal unido, capacitado e vocacionado. Eu tenho certeza absoluta que nós vamos, juntos, criar as condições para que a Justiça do Trabalho avance junto com o crescimento econômico do nosso Estado.”
A professora e pesquisadora Renata Braga trouxe um panorama sobre o Poder Judiciário e alguns resultados do TRT da 24ª Região, com destaque para a resolução de conflitos por meio de acordos e o uso de tecnologia e inteligência artificial para dar vazão à quantidade crescente de processos. Já o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Esaú Aguiar, falou sobre o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul para os próximos anos, com previsão de expansão de indústrias e transportes, especialmente rodovias e a rota bioceânica.
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Planejar a Justiça do Trabalho para 2032
A elaboração do novo planejamento tem como ponto de partida a análise das transformações que podem afetar o mundo do trabalho e a atuação do Judiciário nos próximos anos. A proposta é incorporar ao planejamento conceitos de governança antecipatória, com a identificação de tendências, cenários e sinais de futuro que permitam à instituição se preparar para mudanças sociais, tecnológicas, econômicas, ambientais, políticas e de valores.
O trabalho também será alinhado à Estratégia Nacional do Poder Judiciário, coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O Conselho, em processo colaborativo com a Rede de Governança Colaborativa do Poder Judiciário, conduziu a definição dos macrodesafios do Judiciário para o período de 2027 a 2032, que deverão orientar os planejamentos dos tribunais brasileiros.