A Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região (EJUD24) promoveu, nesta sexta-feira (19/6), o evento “Jornada 6x1 em Debate: Desafios e Perspectivas para o Mundo do Trabalho”. O encontro reuniu magistrados, integrantes do Ministério Público do Trabalho, advogados, representantes do setor produtivo, professores e estudantes para discutir os impactos sociais, econômicos e jurídicos relacionados à jornada de trabalho. Confira as fotos do evento, clicando aqui.
Na abertura, o diretor da EJUD do TRT/MS, desembargador Francisco das C. Lima Filho, destacou que a proposta da Escola Judicial foi promover um espaço de diálogo com diferentes segmentos da sociedade. Segundo ele, a missão da instituição é contribuir para a formação e atualização da magistratura, incentivando discussões sobre temas relevantes para o mundo do trabalho. “O debate se torna mais legítimo quando reúne diferentes categorias e segmentos da sociedade”, afirmou o desembargador. Ele também ressaltou que a Justiça do Trabalho funciona como um “termômetro” das relações de trabalho, refletindo as transformações do mercado e do modelo de produção.
Representando o setor industrial, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, defendeu que as discussões sobre eventuais mudanças na jornada de trabalho sejam conduzidas de forma técnica, considerando os impactos para os diversos segmentos econômicos. Segundo ele, alterações na duração da jornada podem influenciar os custos de produção e, consequentemente, diferentes cadeias produtivas.
No período da manhã, o advogado Fernando Frioli Pinto apresentou o painel “Fim da jornada 6x1: reflexões de um advogado empresarial sobre saúde do trabalhador, produtividade e desafios econômicos”, tendo como debatedora a advogada Lidiane Vilhagra. Durante a exposição, foram abordadas as propostas em tramitação no Congresso Nacional relacionadas ao tema, além do histórico da jornada de trabalho no Brasil, os possíveis impactos sobre a produtividade, a qualidade de vida e os desafios econômicos decorrentes de eventuais alterações na carga horária.
Na sequência, a professora doutora Ynes da Silva Félix ministrou a palestra “Tempo de trabalho decente e redução da jornada”. A exposição apresentou a evolução histórica da limitação da jornada de trabalho, a regulamentação brasileira sobre o tema e documentos da Organização Internacional do Trabalho (OIT) relacionados ao tempo de trabalho, ao equilíbrio entre vida profissional e pessoal e ao bem-estar dos trabalhadores na América Latina.
A programação teve continuidade no período da tarde com o painel “Escala 6x1 – Reflexos Econômicos”, coordenado pela juíza Beatriz Maki Shinzato Capucho. O debate contou com a participação do diretor de Relações Institucionais e Governamentais do Sistema Fiems, Robson Del Casale, e da procuradora do Trabalho Cândice Gabriela Arósio, que discutiram os possíveis reflexos econômicos das propostas relacionadas à jornada de trabalho.